Renascimento

RENASCIMENTO

A descoberta de novos continentes, a visão antropocêntrica do mundo, a invenção da bússola e da imprensa, a afirmação dos estados nacionais e a difusão de variadas formas artísticas inspiradas no mundo Greco-Latino definiram a configuração do Renascimento, um brilhante período da cultura européia que se seguiu à Idade Média. Como Renascimento designa-se o poderoso movimento artístico e literário que surgiu na Itália dos séculos XV e XVI, irradiando-se depois para a Europa, promovendo em toda parte um pronunciado florescimento da arquitetura, escultura, pintura e das artes decorativas, da literatura e da música e um novo enfoque da política. Embora hoje também se fale, metaforicamente, em renascenças na história da civilização Egípcia antiga ou da Chinesa, trata-se na verdade de um fenômeno específico da civilização européia moderna que, malgrado o intervalo da Idade Média, nunca esqueceu suas bases na civilização Greco-Romana da antiguidade, da civilização "Clássica". Considerado a princípio por eruditos e historiadores como um ressurgimento da cultura clássica depois de um amplo declínio medieval, mais tarde o termo adquiriu também uma série de conotações políticas, Econômicas e até Religiosas. Embora, de modo geral, o movimento tenha sido considerado como de total oposição ao período medieval, alguns historiadores tendem a ver o Renascimento mais como um processo evolutivo do que uma ruptura profunda, pois diversas manifestações renascentistas foram identificadas já no início do século XII. Entre esses prenúncios destacaram-se a redução da influência da Igreja Católica e do Sacro Império Romano-Germânico, o surgimento das cidades-estados, o desenvolvimento das línguas nacionais e o início do desmoronamento das estruturas feudais. Tendo descoberto o mundo, o Renascimento também quis dominá-lo pela inteligência. Não dispondo ainda das ciências naturais e matemáticas, de Galileu e Descartes, pretendeu realizar sua ambição pela magia, pelos estudos cabalísticos e pela Astrologia, em que acreditavam mais que na religião cristã. No entanto, pelas façanhas desse individualismo, o Renascimento pagou um alto preço: a decadência moral. O espírito renascentista expressou-se desde cedo no Humanismo, movimento intelectual que teve início e alcançou seu apogeu na Itália.

Os humanistas buscaram respostas para as questões do momento e para isso recorreram tanto ao Cristianismo como à Filosofia Greco-Latina. Criaram assim um sistema intelectual caracterizado pela supremacia do homem sobre a natureza e pela rejeição das estruturas mentais impostas pela religião medieval. A intenção do humanismo era desenvolver no homem o espírito crítico e a plena confiança em suas possibilidades, condições que lhe haviam sido proibidas durante a época medieval. O anseio pelo conhecimento e o espírito científico do homem renascentista provocaram uma verdadeira revolução. Difundiram-se e aperfeiçoaram-se inventos orientais como a pólvora, que transformou a estratégia militar, e a bússola, que permitiu os grandes descobrimentos geográficos. Talvez o fato mais marcante tenha sido a invenção da Imprensa, atribuída ao alemão Johannes Gutenberg. O desenvolvimento da cartografia, os avanços na arte da navegação, o conhecimento da bússola, o desaparecimento das rotas comerciais das caravanas para o Oriente, devido à presença dos turcos otomanos, e o espírito dinâmico e curioso do homem moderno foram fatores que se conjugaram para tornar possíveis os grandes descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI, nos quais espanhóis e portugueses tiveram papel preponderante. As explorações portuguesas, incentivadas pelo Infante D. Henrique o Navegador, foram protagonizadas por Bartolomeu Dias, que chegou até o Cabo das Tormentas (posteriormente cabo da Boa Esperança), no sul da África; Vasco da Gama, que alcançou a costa da Índia; e , que no ano de 1500 descobriu o Brasil. Os espanhóis, por sua vez, exploraram mais o Atlântico, pois pretendiam chegar às Índias pelo oeste, convencidos da esfericidade da Terra. O pioneiro dessas explorações foi Cristóvão Colombo, que realizou quatro viagens às terras que acreditava serem a Índia e que constituíam um novo continente. O dia 12 de outubro de 1492, quando a primeira expedição de Colombo desembarcou nas novas terras, é considerado a data do descobrimento da América. A partir de então e durante todo o século XVI os espanhóis, seguidos dos franceses, britânicos e portugueses, lançaram-se ao descobrimento de novas terras: Hernán Cortés conquistou o império asteca, Vasco Núñez de Balboa chegou até o mar do Sul (posteriormente oceano Pacífico), Francisco Pizarro dominou o império inca, Álvar Núñez Cabeza de Vaca percorreu o sul do que seriam os Estados Unidos e Juan Sebastián Elcano conseguiu completar a primeira circunavegação da Terra, iniciada por Fernão de Magalhães.

15 Kreuzer de prata (6,0 gr.) cunhado por Leopoldus I, rei da Áustria (1656 à 1705), em 1695 em Graz.
Anverso:
Busto laureado de Leopoldus I.

Inscrição:
LEOPOLDVS.D:G:R:I:S:A.GE:H:BO:REX. (XV)
Reverso:
Escudo de Graz.

Inscrição: ARCHIDUX.AVS:DVX.BV:STYRIAE.1695.
(Arquiduque da Áustria, rei da Hungria, rei da Boêmia e imperador, Leopoldus I foi obrigado a enfrentar, ao mesmo tempo, a ameaça turca e a política de expansão territorial de Luís XIV. Refreou a ofensiva otomana e depois, quando os turcos sitiaram Viena, recorreu a João III Sobieski, que os expulsou. Na Hungria monárquica, ao querer impor, a partir de 1670, a Contra-Reforma, provocou uma insurreição. Intervindo na Alemanha, aderiu à coalização organizada por Guilherme de Orange contra a França. Querendo impor seu filho no trono da Espanha, lançou o império na Guerra da Sucessão da Espanha.)

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8 reales de prata (26,0 gr.) cunhado por Charles II, rei da Espanha (1665 a 1700), em 1667 em Potosi na Bolívia.
Anverso:
Armas coroadas de Catille e Leon, com uma cruz de Jerusalém.

Inscrição: CAROLVS.II.D.G.HISPANIARVM.REX.1667
Reverso: Pilares de Hércules.

Inscrição:
POTOSI ANO.1667.ELPERU
(Após o descobrimento, em 1544, de minas de prata em Potosí, o alto Peru, como era então chamada a Bolívia, tornou-se a mais rica província mineradora do Império Espanhol e do mundo. Organizado em 1551 em audiência de Charcas, dependente do vice-reinado do Peru, o desenvolvimento da região foi condicionado até os anos de 1610-1620, seguido de declínio que se prolongou até o fim do período colonial.)

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Recunhagem de 1Thaler de prata de Maria Thereza da Áustria, datado de 1780.
Anverso:
Busto de Maria Theresia.
Reverso: Brasão Império Austro-Húngaro.

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