\n'; document.write(barra); } } changePage();

Nascido em 121 d.C., filho de Marcus Anius Verus e de Domitia Lucilla, Marcus Aurelius foi educado por seu avô (também chamado Marcus Anius Verus) depois da morte de seu pai. Logo conquistou a estima de Hadrianus (que o chamava de "Veríssimo", ou "muito confiável", um jogo de palavras com o sobrenome Verus), e quando Hadrianus adotou Antoninus Pius como seu sucessor, em 138, este, por sua vez, adotou Marcus Aurelius (juntamente com Lucius Verus). Depois da morte de Hadrianus, Marcus Aurelius ficou noivo da filha de Antoninus Pius, Faustina II, com quem se casou em 145. Recebeu excelente educação de vários tutores importantes; seus principais professores de literatura foram Frontão (latim) e Herodes Aticus (grego). Sua correspondência com Frontão, preservada nas Cartas, é um documento valioso da evolução intelectual de Marcus Aurelius e da atmosfera da corte imperial em meados do século II d.C.. Com a idade de dezoito anos, quando foi eleito cônsul pela primeira vez, começou a participar de reuniões do conselho imperial, familiarizando-se com as responsabilidades de um governante. Em 146, recebeu os privilégios do poder tribunício e do imperium proconsular, o que o marcou definitivamente como o sucessor preferido de Antoninus. Quando Antoninus morreu, em 7 de março de 161, Marcus Aurelius já era cônsul pela terceira vez (e Lucius Verus, pela segunda vez). Por insistência de Marcus Aurelius, o Senado concedeu a Lucius Verus o poder tribunício, o imperium proconsular e o título de augustus, elevando-o ao mesmo nível do irmão, embora Lucius fosse mais jovem. Introduzia-se assim o princípio do poder colegiado. Marcus Aurelius foi, pelo menos aos olhos da posteridade, um imperador quase ideal, julgamento influenciado pelo registro de suas qualidades pessoais. É criticado por perseguir os cristãos e por permitir que seu filho degenerado Commodus, o sucedesse no trono. Mas devemos lembrar, com relação ao primeiro problema que ele estava apenas seguindo a política instituída por Trajanus e confirmada por Hadrianus; e, com relação ao segundo, que a transmissão do poder imperial sempre fora dinástica - e ele não podia ignorar seu único filho sobrevivente. Apesar das qualidades pessoais de Marcus Aurelius, seu reinado foi muito difícil. Enfrentou uma série de crises militares, no início de um longo período durante o qual o império foi ameaçado por invasões em todas as fronteiras mais importantes. Em 162, os partos conquistaram a Armênia e precipitaram uma crise, dominada por Lucius Verus e vários dos melhores generais de Marcus Aurelius. Uma conclusão satisfatória, em 166, foi ofuscada pelo fato de os soldados que voltaram do leste trazerem com eles uma peste que custou milhões de vidas, ameaçando a população do império. Por volta de 166/167, tribos germânicas atravessaram o Danúbio e marcharam até o norte da Itália. Duas novas legiões tiveram que ser recrutadas para enfrentar essa ameaça, e Marcus Aurelius só teve condições de se defrontar com os invasores em 168. Em 169 (ano em que Lucius Verus morreu), Marcus Aurelius foi forçado a leiloar propriedades imperiais para lutar contra os bárbaros do norte, e os últimos dez anos de seu reinado foram quase inteiramente dedicados às lutas nas fronteiras - com exceção da breve ameaça interna representada pela revolta de Avidius Cassius, em 175. De 170 a 174, lutou contra os marcomanos e os quados; em 175, contra os iázigos da Sarmácia. Marcus Aurelius continuou a luta e restaurou a fronteira do Danúbio. Tratou então de pacificar as províncias do Oriente. Visitou Antioquia, Alexandria e Atenas. Na viagem, morreu a imperatriz Faustina II. Em 176, Marcus Aurelius visitou o Egito e voltou a Roma para celebrar um triunfo. Mas novos problemas surgiram na Panônia, em 177; neste ano, Marcus Aurelius nomeou seu filho, Commodus, co-imperador, e os dois passaram os três anos seguintes lutando contra os marcomanos. Marcus Aurelius morreu em provavelmente em Vindobona (Viena), em 17 de março de 180. Seus monumentos mais notáveis, em Roma, são a coluna de Marcus Aurelius, que retrata cenas das guerras do norte, e sua estátua eqüestre, mais tarde incorporada ao Capitólio por Michelangelo. Marcus Aurelius é muito mais bem conhecido do que qualquer outro estadista importante da antiguidade clássica. Para muitos historiadores, no entanto, seu reinado coincidiu com a idade de ouro do Império Romano. Além das informações contidas nas Cartas de Frontão, o indivíduo Marcus Aurelius se revela nos doze livros das Meditações (em grego), escritos na última década de seu reinado, durante as guerras contra o norte. Marcus Aurelius conheceu o estoicismo através de um de seus tutores, Apolônio da Calcedônia, e dedicou-se a seus ensinamentos por volta de meados da década de 140. As Meditações, na verdade uma seqüência de diários, de teor pessoal e psicológico, escritos em momentos de grandes problemas íntimos, revelam sua preocupação com as responsabilidades que lhe cabiam como imperador, com as relações entre o homem e Deus, e com a ordem do mundo. Acrescentam poucas idéias novas às doutrinas do estoicismo tradicional, mas traem sentimentos religiosos e morais intensos da parte de um imperador sensível, inteligente e de educação nobre.
Legendas encontradas nos anversos das moedas:
M ANTONINVS AVG TR P
(XXIII-XXIX)
AVRELIVS
CAESAR AVG P II F
AVRELIVS CAESAR AVG P II F COS
AVRELIVS CAESAR AVG P II FIL
AVRELIVS CAES ANTON AVG P II F
AVRELIVS CAESAR ANTONINI AVG P II FIL
M ANTONINVS AVG ARMENICVS
M ANTONINVS AVG GERM SARM
M AVREL ANTONINVS AVG
M
AVREL ANTONINVS AVG ARM PARTH MAX
M AVREL ANTONINVS AVG ARMENIACVS P M
IMP M ANTONINVS AVG
IMP M AVREL ANTONINVS AVG
IMP CAES M AVREL ANTONINVS AVG P M
DIVVS M ANTONINVS PIVS
Moedas cunhadas:
AUREUS/AU
QUINARIUS/AU
DENARIUS/AR
QUINARIUS/AR
SESTERTIUS/AE
DUPONDIUS/AE
AS/AE
COLONIAIS E PROVINCIAIS
![]() |
© 1999/2004 - Emerson Luiz de Faria